Blog do Filósofo - Coisas que só um filósofo pode imaginar...
   Filosofando sobre o Clube da Luta...

Luis Satié, nosso filósofo, propôs a seguinte reflexão: no filme Clube da Luta (EUA, 1999), todas as lutas devem ser vistas de forma metafórica. Para começar, verifique que no ambiente de ápice da civilização e da sociedade ali descritos, o que tornava os lutadores humanos era justamente o fato de recorrer à barbárie (as lutas).

Eles lutavam não apenas por lutar, nem para extravasar a violência, mas sim para protestar contra o vazio de suas vidas. Lutar os trazia de volta à humanidade, pois os retirava desse vazio, do tedioso cotidiano que os transformava em coisas, em peças do sistema. Lutando eles sentiam-se homens novamente (não no sentido de machos, e sim no sentido de pessoas).

Por outro lado, o personagem Jack (Edward Norton), ao frequentar grupos de terapia grupal de doentes terminais, o fazia por um motivo singular: apenas em meio aos moribundos e terminais é que Jack sentia-se vivo. Tanto que somente após começar a frequentar esses grupos ele consegue vencer sua insônia. A sua vida plena - em termos de saúde e dinheiro - literalmente lhe tirava o sono, ao mesmo tempo em que não lhe dava a sensação de vida suficiente para conseguir dormir...



Escrito por Confraria do Café às 18h34
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   Filosofando no Shopping Center...

Nosso filósofo Luis propôs a seguinte questão: hoje em dia você chega na porta do shopping center e a porta automática abre-se à sua aproximação. Você não precisa mais tocar na maçaneta e abrir a porta, ela abre-se, de acordo com a sua vontade.

Com isso você perde a relação sensorial com as coisas - o que não impede que elas continuem funcionando, e de acordo com a sua vontade.

Você assim tornou-se uma espécie de deus: sem relação sensorial com as coisas, que não obstante continuam a servi-lo!

dentro do shopping center funciona um sistema panóptico: todos são submetidos a um sistema tecnológico e estético, que leva a um controle e à vigilância, dentro da atmosfera consumista.

E é justamente o consumismo que, ali dentro, reorienta a todos, impondo novos gostos, novos hábitos, novo gestual corporal e, porfim, novos quereres - ainda que momentâneos...



Escrito por O Filósofo às 14h35
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